Às vezes
Às vezes fico pensando À que ponto pode chegar o ser humano Fazendo coisas sem se questionar Sem nas consequências futuras pensar. Às vezes me pego pensando À que ponto chegamos Ao indagar sobre certo e errado Sem nada a fazer, só ficar parado. Às vezes pro céu olho Com tanta esperança no peito Torcendo para que um dia enfim O mundo sobreviva de algum jeito Às vezes durmo sem o olho fechar Apenas deito na cama e começo a pensar Naquilo tudo que um dia vai vir Nisso tudo que quero pra mim Às vezes me pego na vontade De uma viagem fazer Sem malas, sem tchau, sem nada Sem hora de voltar pra casa Às vezes tudo que quero Está bem na minha frente Mas não enxergo um palmo adiante Pois sou um mero ignorante Às vezes, é só as vezes Pois certeza ninguém obterá Questionamentos todo mundo tem Porém, as respostas temos que procurar. Às vezes José Roberto. Brasília, 23 de Fevereiro de 2018.